DIÁRIO : A Minha Marca

quinta-feira, março 15, 2018



Passei o primeiro ano de mestrado a ouvir os professores dizerem que tínhamos de deixar a nossa marca durante o nosso ano de estágio. Que tínhamos de andar pelos corredores, estar presente no ambiente escolar para além das nossas próprias aulas. Que as pessoas de lá tinham de se lembrar de nós, mesmo quando o ano de estágio acabasse. E eu, ontem, sinto que o fiz.

Sei que nasci para deixar a minha marca por onde passo. Pode parecer presunçoso, mas só quem não me conhece verdadeiramente é que fica com essa opinião. Quem me conhece sabe que eu nasci para o ensino da matemática, e que o ensino da matemática tem muito a ganhar com a minha presença. Se eu já tinha garantido que os professores da escola notavam a minha presença, o meu empenho e a minha postura, ontem consegui garantir que falarão de mim e de algo que eu fiz durante os próximos tempos (e, quem sabe, os próximos anos).

Ontem, no Dia do Pi, levei o grande Zé Paulo Viana à minha escola de estágio. Claro que as pessoas que não são da área podem não o conhecer. Mas para quem é da área e para quem é apaixonado pela mesma, o Zé Paulo é das pessoas mais fascinantes de se ouvir.

O Zé Paulo é professor de Matemática (digo é, mesmo ele já sendo reformado, porque um professor com aquela paixão nunca deixa de ser professor) e um depósito de problemas. É autor de uma secção de desafios no jornal Público, publicada no jornal de domingo. Já publicou livros com compilações desses desafios e também o livro "Uma Vida Sem Problemas - A Matemática nos Desafios do Dia a Dia", onde escreve coisas capazes de prender a atenção de qualquer pessoa, mesmo quem não gosta da disciplina. E foi com o título de "Matemáticas Impuras", e com algumas secções desse livro, que ele brindou Guimarães com uma palestra, onde alunos e professores se puderam deslumbrar com coisas que ainda não tinham visto, e rido de coisas absurdas que envolvem Matemática. Todos riram, pensaram, questionaram e, certamente, passaram a ver a Matemática com outros olhos. Talvez um pouco mais com o brilho que eu própria a vejo.

Não foi a primeira vez que o Zé Paulo veio a Guimarães. Mas foi a primeira vez que foi àquela escola. À minha escola de estágio. E saiu de Lisboa, com destino a Guimarães, apenas com esse objetivo: o de me fazer o imenso favor de abrilhantar o meu ano de estágio com a sua presença.

Estarei eternamente grata a este senhor. E, com ele, consegui deixar uma marcar ainda maior.

2 comentários

  1. Honestamente, acho que só faz assim. Temos que deixar que as nossas paixões falem mais alto, para deixarmos essa marcar positiva :)
    Isso é maravilhoso!

    r: Sou igual ahahahah
    Sim, essas paragens entre capítulos também são bastante úteis

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  2. Continua a fazer a diferença que o mundo da matemática agradece! Boa sorte com o que falta no teu percurso :)

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